Assistir TV é prejudicial à saúde? - Bem Estar e Saúde

Assistir TV é prejudicial à saúde?

A conclusão de que assistir TV é prejudicial à saúde, de pesquisadores da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, é alarmante: vários comportamentos infantis poderiam explicar a ligação entre assistir TV e problemas de saúde. “Os mais óbvios são a atividade física e a dieta alimentar”, segundo um dos pesquisadores, Robert Hancox.

Robert Hancox

Robert Hancox

A equipe de Hancox acompanhou, do nascimento até 26 anos de idade, a rotina de aproximadamente mil crianças nascidas na cidade neozelandesa de Dunedin. Inicialmente os dados eram fornecidos pelos pais das crianças; após completarem 13 anos, elas próprias eram entrevistadas.

Dunedin

Dunedin

 

“Comprovamos que crianças que assistiam uma hora ou menos de TV diariamente são mais saudáveis”, disse Hancox. “Os pais devem desligar a TV e mostrar o exemplo para os menores”, diz. “Será muito mais difícil para as crianças modificarem esse tipo de estilo de vida quando estiverem na fase adulta.”

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Ninguém nunca disse que assistir TV fosse saudável. Mas só recentemente os cientistas se interessaram pelo assunto.

Dados de oito estudos recentes sugerem que, quanto mais você assiste TV, mais propenso fica a desenvolver uma série de problemas de saúde.

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Notícias ruins afetam você negativamente

 

Os estudos incluíram mais de 175.000 pessoas em todo o mundo. Segundo os pesquisadores, para cada duas horas adicionais que as pessoas passam coladas na TV em um dia típico, o risco de desenvolver diabetes tipo 2 aumenta em 20%, e o risco de doença cardíaca aumenta em 15%.

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Além dos danos emocionais, danos físicos como consequência da falta de atividade física

 

Os cientistas dizem que, não importa em que momento da vida você esteja, seja velho ou jovem, assistir TV é prejudicial à saúde.

Que assistir TV é prejudicial à saúde não é novidade, assim como a conexão entre TV e doenças não é um mistério. Assistir TV consome tempo de lazer que poderia ser gasto andando, fazendo exercícios, ou mesmo apenas se movimentando.

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E a mente? Pode sofrer danos causados pela programação?

Primeiro, vamos deixar claro que não há nada de 100% bom ou 100% mau no mundo.

Numa palestra do professor Valdemar W. Setzer alguém argumentou:

Valdemar W. Setzer

Valdemar W. Setzer

 

“Meu filho aprendeu inglês jogando vídeo games, isso não é bom?”

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Videogames, cada ano mais violentos

 

A resposta foi: “Claro que é, mas não há outros meios mais sadios de se aprender inglês?”

A quantidade de atos de agressão e violência que são transmitidos pela TV é de estarrecer. A American Medical Association estimou que uma criança, quando acaba o antigo ensino primário (10 a 11 anos) já viu em média 8.000 mortes e mais de 100.000 atos de agressão na TV.

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Um trabalho de Uhlmann e Swanson (2004), no qual submeteram 121 jovens universitários de 18 anos a 10 minutos do jogo violento Doom ou a um jogo de quebra-cabeças; eles constataram um efeito significativo de jogos violentos com associações mentais inconscientes agressivas – ao passo que respostas a questionários (obviamente, feitas em estado de consciência) não mostraram essa correlação.  (Exposure to violent video games increases automatic aggressiveness Eric Uhlmann,*, Jane Swanson)

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Em situações de emergência, de raiva profunda ou de stress, em que o sujeito age inconscientemente, sua ação pode seguir as que foram condicionadas pela TV.

O ser humano age tanto mais humanamente quanto mais consciente é sua ação.

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“Tanto para participantes do sexo masculino como do feminino, a exposição precoce à violência na TV, como a identificação com personagens agressivos do mesmo sexo, e a percepção que a violência na TV é realista, predizem um aumento no comportamento agressivo além do que se esperaria levando em conta a agressividade infantil dos sujeitos.” (Huesmann)

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Cada programa violento visto aumenta um pouquinho a probabilidade de uma criança crescer comportando-se mais agressivamente em alguma situação.

A questão óbvia que se segue é se as pessoas podem fazer alguma coisa para prevenir ou pelo menos mitigar esse efeito.

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